... David Guetta.
Yeaaaah, long story. Mas como não tenho nada pra fazer nessa madrugada de véspera de dia das kids, então é hora de escrever um textinho bacaninha sobre o meu ódio em relação à esse pseudo-dj do caralho.
Tudo começou em meados do milênio. Yeah, lá pra 2000 e poucos. Eu era uma criança idiota que assistia TV Cultura e ainda ria das piadas infames dos Teletubies (espera, ele tinham piadas?). Naquela época, eu tinha meus esquemas de troca de canal na casa da minha avó: Terminou desenho, hora de vadiar pelos canais abertos.
Eu passava de canal em canal, partindo do 2 até o 13 (eram os únicos canais na TV de caixa antiga). Não havia controle, ou seja, naquela época eu não era sedentário. LULZ
Os canais que eu sabia quais eram:
2 = Cultura
4 = SBT
5 = Globo
7 = Record
9 = Rede TV
Naquela época, aquele programa chato pra caralho que tinha uma vadia rica falando merdas sobre a atualidade, o Super Pop, já existia. E como sempre, durante os breaks ou até mesmo durante o programa, tocavam músicas. Porém, não eram músicas das que eu estava acostumado a ouvir na rádio. Eram músicas ELETRÔNICAS!
Na época, o gênero Eletrônica era meio que underground. Pouco se sabia sobre as músicas, a única coisa que todos sabiam, era que elas tocavam em festas (sim, festas porque baladas eram praticamente desconhecidas pra maioria da população na época).
Bom, enquanto eu trocava de canais rapidamente, às vezes tocava uma música ou outra do David Guetta. Naquela época, Guetta tinha como sucesso a música "Love Don't Let Me Go". Inclusive, essa música foi parar em um dos CDs do Super Pop, porém, mesmo assim, eu desconhecia o nome "David Guetta". Eu ouvia a música quase que diariamente devido ao comercial passar repetidamente, porém, não sabia de quem era, ou pior, qual era o nome da música.
Os anos foram se passando, e, ao abandonar a TV Cultura e outras merdas, parti pro canal 16. Sim, aquele canal chato da Polishop tinha um conteúdo interessante. Mas não é o que estão pensando.
Lá pra 2006, 2007, o canal 16, depois da tarde, tinha uma programação especial que ia até de madrugada. Era a chamada PlayTV, onde os programas eram relacionados à games, notícias (boas) da atualidade e músicas. E eram músicas de todos os gêneros, incluindo funk!
Lembro-me que o primeiro programa de música começava às 17h. Infelizmente, esse era meu horário de saída, e quase nunca eu assistia ele. Porém, esse programa mostrava apenas os lançamentos em clipes, ou seja, não era tão interessante assim. Afinal, o melhor estava por vir depois das 19h!
Às 18h, passava Cavaleiros do Zodíaco. Eu não perdia um episódio sequer, tanto é que cheguei a enjoar depois que começaram a repetir a saga do Santuário até Poseidon. Esse horário manteve-se fixo por anos e anos, o que mudava era o anime que passava. Os outros animes eu nem lembro o nome, mas alguns eram bestinhas, outros eram legais, enfim...
Às 19h, começava o Top 10. E é aí que começa a minha história de ódio por David Guetta.
Na época, o que bombava no Top 10 era a música da Madonna, "Hung Up". Depois veio "Sorry", que nunca saía do Top 3. Também tinha Beyoncé, com suas músicas enjoativas, e Rihanna, com "S.O.S.". Naquela época, eu até concordava com as posições das músicas, afinal, TODAS eram boas. Eram músicas com estilo próprio, dentro da categoria Pop. Haviam também músicas do Red Hot Chilli Peppers e My Chemical Romance, porém, de alguma forma as músicas dessas bandas entravam no Top 3 só de vez em quando.
Além disso, no Top 10 havia funk. Mas era de... Qualidade. Diferente dos funks de hoje em dia, que não tem letra e o ritmo é o mesmo para todas as músicas, naquela época o negócio era bem diferente. Porém, não era muito reconhecido pelo canal, que tocava apenas 1 funk, da Perla: "Tremendo Vacilão".
Comparado ao lixo que temos hoje, ouvir "Tremendo Vacilão" no Top 10 era algo foda.
A partir de uma época do ano, entrou pro Top 10 a música "Love Is Gone", do David Guetta. Na época eu jantava no chão da sala e assistia ao clipe insano junto ao meu avô, que era obrigado a mudar de canal pra mim assistir a programação que ninguém, além de mim, entendia. LULZ
Eu gostava da música. Eu não sabia quem era o cara, nem de onde ele saiu, mas achava ele foda. Aquela música tinha algo diferente das músicas que eu estava ouvindo diariamente...
Os anos foram se passando, e novos, velhos e pseudo-astros surgiram. Gwen Stefani, Britney Spears, 30 Seconds To Mars, Akon, Black Eyed Peas, Fergie... Uma infinidade de artistas que (ainda) produziam músicas boas foram surgindo no mercado gradativamente. Infelizmente, alguns não puderam continuar com o sucesso e acabaram sumindo, porém, marcaram minha infância. Tudo no Top 10 que eu nunca perdia.
Houve uma época que a PlayTV mudou para o canal 21, a Bandeirantes, e a programação mudou um pouco. Ao invés de CDZ, eu tinha algo novo pra assistir. BATMAN!
YEAH! Aquele Batman antigão que ainda usava fantasia feita com pano de cortina da vovó, junto com seu parceiro gay Robin, em episódios que às vezes me faziam rir. Eu curtia, apesar de esperar mais pelo meu anime.
Junto com isso, ainda houve mudanças nos programas de música. Além de mudarem de horários, colocaram um programa pra passar às 23h, e esse eu assistia de vez em quando, pois passavam clipes mais clássicos, como Gnarls Barkley, Madonna dos anos 80, Michael Jackson, e assim vai...
Nesse programa não passava nenhuma música do Guetta. Afinal, ele era praticamente "novo" e desconhecido no mercado ainda...
Continuei assistindo a PlayTV até 2008, quando, do nada, ela sumiu. Vendo que perdi todos os meus animes (incluindo os hentais que passavam depois da meia-noite RÇ) e programas de músicas, decidi "migrar" pra MTV. A programação era meio lixosa, com pessoas falando 11/10 palavrões por frase, e vários comerciais. Porém, tinha o Fudêncio pra alegrar minhas noites, Happy Tree Friends, que era mais violento do que eu imaginava, e o mais épico de todos... O FUDEROSO FIST OF ZEN!
Depois dessa programação maluca, passavam os programas de música, porém, eram mais shows ao vivo e gravados do que lançamentos e etc. Logo, tive de procurar algum lugar mais foda pra ouvir música.
Lá pro começo de 2009, ganhei um celular. Meu "primeiro" celular, já que o anterior era um tijolão todo zoado. Ele veio com um fone de ouvido, só pra alegrar meus dias de pivete na escola. Na época, eu conhecia apenas 3 rádios: Rádio Metropolitana (98.5), Jovem Pan (100.9) e Rádio Mix (106.3). Durante o intervalo, eu sintonizava nessas rádios pra ver o que estava passando de interessante.
Coincidentemente, as músicas eram as mesmas que passavam na PlayTV. Fergie com "Big Girls Don't Cry", Akon e seu "Smack That" e "Don't Matter", Gwen Stefani com seu "Sweet Escape" e "4 In The Morning", Madonna com "Get Together" e "Jump"...
Porém, apesar das rádios tocarem todas essas músicas, havia um diferencial... A Rádio Mix não tocava eletrônicas. A Metropolitana e a Jovem Pan, raramente, tocavam o sucesso de Saint, "Dance With Me", que pra mim era uma música foda que eu jamais poderia encontrá-la na internet. Também tocava outras músicas que eu já tinha ouvido a partir de fragmentos nos comerciais do CD Super Pop, como "Perfect", do DJ Mason.
Claro que, com a programação sendo 90% de músicas repetidas e apenas os 10% de músicas novas, tive de procurar outras rádios. Foi então que encontrei a Energia 97, que se tornou minha rádio favorita. Nenhuma, isso mesmo, NENHUMA música que tocava lá era da classe "modinha" (que tocava em todas as rádios).
E foi na Energia 97 que ouvi a primeira combinação do Guetta com um modinha. David Guetta e Akon fizeram tanto sucesso com "Sexy Bitch" na Energia 97, que logo, já estava tocando em alguns lugares. A música se popularizou e foi parar em outras rádios. Porém, eu ainda curtia, afinal aquilo parecia um "adeus" ao underground, e era até "caprichado".
Em 2010, nas madrugadas de sábado, eu ouvia o Na Balada, programa que passava na Jovem Pan. Músicas eletrônicas, mashups e remixes de músicas pops eram tocados até às 2 da manhã, sendo que às vezes eu estava tão cansado que ouvia até umas 7h... Dormindo, é claro.
O hit "Sexy Bitch" só não continuou tocando na Energia e na Jovem Pan devido ao Guetta ter lançado outra música, mais ou menos no meio do ano. Em parceria com Flo Rida, fizeram "Club Can't Handle Me".
É aí que começou meu ódio. Quando ouvi pela primeira vez essa parceria, fiquei decepcionado. Onde estavam aquelas batidas exclusivas do Guetta?
Após ouvir essa música, comecei até a enjoar da parceria com Akon. Então, fui ouvindo músicas de outros DJs, como o Antoine Clamaran e seu "Cancun Paradise" e Dennis Ferrer com "Hey, Hey".
Lá pro meio do ano, Guetta lançou um hit que eu curti, mas não pelas batidas dele. Juntamente com LMFAO, Fergie e Chris Willis, fizeram "Gettin' Over You", que dominou as rádios e até mesmo meu celular. O ritmo agitado eu já sabia que não era do Guetta, e sim do LMFAO. O Guetta só modificou umas coisas nas batidas e pronto, saiu a música. Isso, porém, ao invés de amenizar um pouco meu ódio, meu deixou irritado, pelo menos um pouco. Se o Guetta conseguiu fazer parceria com a Fergie, o que mais estaria por vir?
Chegou o final do ano. 2010, era meu último ano no ensino fundamental. Houve uma viagem de formatura, que até hoje nunca esqueci um detalhe sequer. Era pro NR Acampamentos, localizado na divisa de SP e MG.
4 dias de festas intermináveis. Ou quase, afinal tínhamos umas horinhas de sono. Logo na primeira festa, o DJ tocou alguns hits do momento, e entre eles... "Club Can't Handle Me". Pra não mostrar um certo desprezo, comecei a pular e dançar pra essa música, que, de algum jeito, me deixou até feliz no meio de tanta gente naquela balada de boas vindas...
Claro que, além de ficar decepcionado pelo fato do DJ ter tocado David Guetta, também fiquei decepcionado com a playlist. Eu tinha minhas expectativas de música, porém, NENHUMA das músicas que eu queria ouvir tocando, tocou.
Deu 2011. Passei na ETEC Tiquatira, e isso, além de ter sido uma honra tanto pra mim quanto pra família, foi também pros professores do fundamental. Alguns dias antes de começarem as aulas, fui dar meu pseudo-adeus à escolinha na qual cresci. Yeah, pseudo-adeus. Ninguém esperava que eu retornasse naquele ano pra ver como estava a escola... Fui sem falar nada a ninguém, entrei de boas com uniforme da Tiquatira, e saí antes que me tirassem a força por estar atrapalhando a aula, apenas pelo LULZ!
Eu tinha ganhado um celular novo de Natal, e com ele eu ainda ouvia a Energia 97 durante o trajeto até em casa. Lembro que tocava mais uma música do Guetta, dessa vez com a Rihanna, "Who's That Chick". Ok, eu gostava do Guetta, e também curtia Rihanna até a música "Umbrella", mas depois dessa parceria, pude notar que o Guetta já não estava fazendo mais música. Ele estava fazendo dinheiro. E MUITO dinheiro, afinal, até essa merda que não durou muito tempo apareceu nos Top 3 por aí...
Claro que isso ainda era melhor que Justin Bieber, mas ainda era um lixo. Ainda bem que na Energia, tocavam músicas melhores...
Chegou metade do ano. A Energia praticamente havia "abolido" a repetição de músicas do Guetta, logo não ouvi mais falar dele. Porém, ainda tendo acesso à internet... Vi que ele havia lançado mais músicas. O lixo de parceria com Nicki Minaj e Flo Rida resultou em "Where Them Girls At", e com o Usher fez outra merda chamada "Without You" (bem música de viado mesmo).
Pra começar... Quem a foda é Nicki Minaj? A vadia surgiu DO NADA na mídia, levando a crer que ela é riquinha e pagou horrores pra popularizarem suas músicas com letras e títulos idiotas. Além disso, ela é feia (porém gostosa), e nos clipes ela fica mais feia de propósito, tingindo o cabelo totalmente artificial e colocando roupas de puta...
Flo Rida por mim é um rapper mal sucedido que, pra ganhar dinheiro, só fazendo parceria. Desde "Low" até os dias de hoje, esse cara só ganha dinheiro às custas dos outros, incrível...
Usher é um viadão que só de olhar dá até desgosto. Beicinho nos clipes, força a voz pra ficar que nem viado, e os movimentos que ele faz... Na boa, bem que podia se assumir logo e parar de ficar de capirotagem na mídia.
Bom, chegou o final do ano de 2011. Passei pro 2º ano com mais ódio em relação ao DJ filho da puta do Guetta. Saindo do underground, ele fez com que a música eletrônica ficasse mais reconhecida, forçando todos os DJs a piorarem suas músicas apenas pelo dinheiro. Sim, ao invés de músicas boas com bastante tempo de planejamento e tal, começaram a lançar várias músicas que, devido à baixa inteligência das crianças americanas, brasileiras e etc, foram parar nos Top 10...
Nunca desistindo, Guetta lançou "Turn Me On", novamente com a vadia Nicki Minaj. Com batidas fraquíssimas e um vocal horroroso, não sei como ainda foi ficar em 1º em alguns Tops.
Também lançou "Titanium", junto com uma velha chamada Sia. Não faço a menor ideia de onde essa velha tenha saído, só sei que consegue até ser pior que Adele. Na música, a batida é novamente fraca e os vocais alternam entre canção e gritaria. Aí está uma péssima combinação: Velha estranha, batidas nada comparáveis com "Love Is Gone", letra escrota e gritaria.
Vendo que todos os DJs da Energia (incluindo os internacionais que passavam) pioraram suas músicas pra acompanhar e competir com Guetta, desisti das rádios. Foi bom enquanto durou. Começo de 2012, outro celular, fones de ouvido, músicas diferentes. Nada de rádio, apesar de ter uma antena.
Devido a não ouvir rádios, só fiquei sabendo dos lançamentos do Guetta através do Facebook de pseudo-fãs. Ele lançou uma música que não fez muito sucesso, perto do meu aniversário, chamada "The Alphabeat". Por sorte não caiu dia 8, porque senão eu ia xingar MUITO por aí...
Também lançou "I Can Only Imagine", em parceria com Chris Brown e Lil' Wayne. Lyrics first, they said. O clipe com as letras foi lançado em Abril, e o clipe foi lançado oficialmente no começo das minhas férias. Holy Fuck!
Porém, o ódio não acaba por aí. Devido ao "Movimento Guetta" ter iniciado em 2009 depois de "Sexy Bitch", de lá pra cá TODAS as músicas do gênero Pop começaram a ter batidas eletrônicas. Até mesmo a Black Music se estragou pra acompanhar esse movimento, e como exemplo, Black Eyed Peas.
Basicamente, todo e qualquer tipo de música hoje, além de ser feito "às pressas", ainda tem batidas eletrônicas, mesmo não sendo do gênero eletrônica. Um exemplo forte é Rihanna, que não desiste dessa merda pra voltar ao Pop-Black estilo "Umbrella"...
Claro que o mundo não está perdido. Assim como com Justin Bieber, a fama um dia chega ao fim. Basta apenas 1 polêmica escrota. E paciência dos haters que nem eu.
Pro Guetta, não dou muito tempo pras pessoas enjoarem de suas músicas. Afinal, pelo que vejo, Guetta já não tem muitas opções de parceria, afinal, devido ao seu enorme sucesso, muitos DJs preferem competir ao invés de ajudar. E espero que eles consigam tirar o Guetta desses Tops alheios...
Além disso, temos o não-tão-relaxante gênero Dubstep. Tudo o que vocês podem imaginar da eletrônica (digo eletrônica DE VERDADE) e mais um pouco, misturado com mais eletrônica, resulta nisso. E não é tão ruim... Durante as férias, experimentei ouvir, e de alguma forma, vicia.
Aquele Electrixx que eu considerava bom, agora acho uma merda perto de Klaypex. Aquele Antoine Clamaran pra mim agora é merda perto de Wolfgang Gartner. O Swedish House Mafia que antes era foda com "One" agora nem chega perto de Knife Party. E por fim, aquele bom e velho Guetta que eu tanto queria que voltasse, mas nunca voltou, agora perde até para Skrillex e Deadmau5.
Bom, aposto que alguns tem a mesma opinião que eu. Principalmente os rockeiros. Notem que, devido à esse "Movimento Guetta", além das eletrônicas terem aparecido no mercado, a música Pop se tornou muito mais forte que o Rock. Tão forte, que agora os novos rockeiros já vem com um toque "enviadado", fruto das músicas Pop. Exemplos? Restart, One Direction, e qualquer outra bandinha de merda que verem por aí.
Japa... please... desde quando restart e one direction sao bandinha de rock??? ¬¬'''
ResponderExcluirBom, eu também discordo disso, mas eles se consideram do "Rock". Claro, Gay Rock, só se for. Infelizmente, tá na categoria Rock só pra manchar a imagem dos rockeiros...
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