Este texto é um trabalho desenvolvido para uma das minhas matérias da faculdade, respeitando o cenário brasileiro atual sem comparar com outros países.
Tema: Assuntos polêmicos da atualidade
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O mundo atual é repleto de restrições e
regras. Seja aqui ou seja em outro canto do planeta, a sociedade convive com
isso. Às vezes de forma natural, e às vezes de forma completamente artificial,
ou seja, regras aplicadas contra a vontade da população.
Mas o que aconteceria se, no dia seguinte,
esse conjunto de regras já estivesse diferente? Seja modificado pelo governo,
ou graças às ações de uma parte da população?
1 -
Aborto
A prática abortiva consiste na expulsão
prematura de um feto, nos primeiros meses de desenvolvimento, do útero de uma
mulher. Ou seja, a execução do mesmo. Isso é realizado através de medicamentos
e/ou cirurgias.
Atualmente são poucos os países que proíbem
a prática em todas as hipóteses. A legislação da maioria dos países permite a
prática de forma livre, ou caso apresente um risco à mãe ou ao bebê.
No Brasil, o aborto é considerado uma
prática ilegal, exceto em casos de estupro, problemas de saúde da mãe ou do
bebê, ou má formação. Porém, nem todos os hospitais respeitam essa legislação,
podendo ou não oferecer o aborto independente do caso.
Devido à esse tipo de restrição, o público
se divide a favor e contra. Ainda há uma visão religiosa entre muitos, o que
torna o assunto mais delicado e polêmico.
Levando em conta a violência do país e a
taxa de estupros crescendo a cada ano, caso o aborto fosse legalizado, seria
necessário uma reestruturação imensa na área da saúde. Hospitais e clínicas,
atualmente, não possuem vagas nem mesmo para pacientes comuns ou casos de
emergência. Ao incluir o processo abortivo, as filas aumentariam, dificultando
e muito o atendimento. Isso, em contrapartida, diminuiria as mortes por doenças
transmitidas através de procedimentos abortivos clandestinos.
A conclusão é que para ocorrer a
legalização do aborto, a legislação teria de mudar junto com a área da saúde. Um
não pode mudar sem o outro.
No meio dessa discussão está a religião, que
dita que nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida do outro. A partir
dessa frase, a população se divide quanto ao conceito de "ser
humano": Um feto poderia ou não ser considerado uma vida? A resposta,
obviamente, é sim. Um feto é uma vida, independente de seus problemas de
formação ou saúde.
Porém, há um fator que deve ser levado em
consideração, acima desta pergunta: O estado de saúde dos pais e do filho. E aí
entra outra pergunta: Vale a pena sofrer, ou fazer com que o outro (no caso, o
bebê) sofra?
Seguindo um pensamento clássico, a criação do
próximo vale mais do que a própria existência. Ou seja, não importa se os pais
possuem uma doença grave, a partir do momento em que escolheram ter o filho, ou
não se previniram de ter um (mesmo com todos os métodos anticonceptivos no
mercado atual), eles tem a obrigação de criá-lo, independente de seus
problemas.
Caso o filho possua uma doença grave (no
sentido que o impeça de ter uma boa condição de vida), é mais conveniente
abortá-lo do que fazê-lo sofrer ou, até mesmo, prolongar seu curto tempo de
vida. Para ser feita essa decisão, porém, os pais devem estar cientes sobre a
doença antes de optarem pela prática.
Opinião do autor: O aborto deve sim ser legalizado, porém ainda não é o
momento certo. Após a legalização, caberá à consciência dos pais a decisão de
ter ou não o filho, e à responsabilidade em utilizar ou não os métodos anticoncepcionais.
Em relação aos estupros, o direito de recorrer ao aborto deve ser mantido.
O direito de portar armas, brancas ou de
fogo, é algo garantido em diversos países atualmente. A venda das mesmas
(juntamente com munições) também é permitida para diversos fins, seja para
defesa ou caça.
No Brasil, atualmente, apenas policiais e
pessoas da área de segurança possuem o direito de portar armas, e,
consequentemente, o de se defenderem. Porém as leis são rígidas, e até em
alguns casos de legítima defesa, a vítima pode acabar sendo culpada,
principalmente se a mesma possuir conhecimento em artes marciais.
Em um país como o Brasil, com altos índices
de violência e mortes, o porte de armas poderia resultar em diversos
acontecimentos: Guerras civis, maiores índices de assalto, sequestros etc.
Porém, a legalização também impediria o crescimento do tráfico de armas e, se
aplicada corretamente, poderia diminuir o índice de assaltos à mão-armada.
Para esta ideia funcionar, o país
precisaria de uma reestruturação na área da segurança, como maior fiscalização
nas fronteiras e bagagens em aeroportos, e leis específicas para o comércio de
armas.
Em alguns países, as pessoas possuem o
direito de carregar armas apenas com uma licença especial, e estas armas não
são tão letais como as de guerrilha. Elas são limitadas a certos tipos, e desenvolvidas
especialmente para defesa pessoal.
Além disso, punições severas pelo uso
indevido das armas deveriam ser aplicadas. Por exemplo, a caça de espécies em
extinção ou animais fora de uma zona de caça poderia ter como pena a retirada
permanente da licença de uso da arma e multas variáveis.
Opinião do autor: Por mais que a legalização diminua o tráfico de armas
no Brasil, acarretaria em mais problemas do que soluções. A menos que haja uma
reformulação nas leis punitivas e uma maior e mais efetiva fiscalização e
segurança, o país não deve legalizar o porte de qualquer tipo de arma para
civis. Por hora, deve-se investir no desarmamento, juntamente com a
fiscalização aumentada, para que, então, a legalização possa ser feita.
A pena de morte é uma punição ao indivíduo
que comete um crime em relação à constituição de cada país. Seja este uma morte
de outra pessoa, ou o tráfico de produtos ilegais.
No Brasil, a pena de morte está extinta há
mais de um século. É um assunto esquecido pelo governo, porém bastante
discutido entre algumas pessoas e considerado, pelo ponto de vista religioso,
como algo ilegal.
Caso a pena de morte fosse aplicada por
crimes comuns, assim como no passado, haveria uma diminuição na taxa de
criminalidade, ou um aumento?
A resposta varia de acordo com o ponto de
vista sobre o que é um crime comum.
Poderia haver uma diminuição na taxa de
criminalidade, pois todos estariam sujeitos à sentença caso fizessem algo não
permitido pela lei. Isso acarretaria em uma mudança completa nas atitudes da
sociedade, que começaria a obedecer à todas as regras e leis.
Também poderia haver um aumento na
criminalidade, pois, dependendo do ponto de vista e das decisões de superiores,
qualquer ação poderia ser considerada como um crime e teria a pena de morte
como punição.
Basicamente, a menos que toda a corrupção
seja extinta, a pena de morte não poderia ser aplicada no Brasil, pois
surgiriam mais problemas em resposta à essa ação.
Opinião do autor: A pena de morte é o assunto mais complicado de se
debater atualmente. Certos crimes, como o tráfico ou porte de drogas, não estão
em um nível coerente à punição. E mortes causadas por outras pessoas, quando
não há intenção de matar, também não poderiam ser justificadas com essa pena.
Porém,
pessoas que agem com intenção de matar certamente devem ser punidas dessa
forma, como é o caso de terroristas e membros de facções criminosas.
Assim como o aborto, a legalização das
drogas é um tema muito polêmico e discutido. Muitos se dividem em a favor ou
contra, pois algumas drogas são pouco nocivas e apresentam pouco efeito,
enquanto outras são viciantes e podem causar diversos problemas. Mas o que a legalização
das drogas mudaria em um cenário como o Brasil, onde o tráfico ocorre em
qualquer lugar do país?
A mudança principal seria a redução do
tráfico. Com uma droga anteriormente ilegal sendo vendida legalmente,
traficantes perderiam lucro. Na área da medicina, certas drogas seriam
bem-vindas e poderiam ser analisadas mais a fundo, oferecendo uma gama maior de
tratamentos e remédios e aumentando o lucro do país na área. Porém nada é
perfeito, e a legalização também traria problemas.
Com os traficantes perdendo lucro, estes
teriam de recorrer à violência para ganhar dinheiro. Enquanto isso, os usuários
teriam a liberdade para tanto se viciarem e se prejudicarem. Mortes por
violência já são comuns no país e sofreriam um grande aumento, assim como a morte
por uso excessivo de drogas.
A menos que a desigualdade deixe de existir
e a educação seja aprimorada, a legalização não traria muitos benefícios à
população, e sim ao governo, que começaria a lucrar com as drogas.
Opinião do autor: Levando em conta os diversos problemas de educação e
a falta de segurança em áreas propícias ao tráfico de drogas (como favelas), é
possível concluir que o Brasil não está pronto para legalizar o uso de drogas.
Porém, recentemente este assunto foi bastante discutido no cenário político e,
caso seja aprovada a legalização, isso dará uma liberdade a mais às pessoas. E
com o tempo, mesmo que haja mortes por uso excessivo, a população tomará
conhecimento dos efeitos e, provavelmente, chegará um ponto onde o uso seja
menos frequente e mais voltado à área da medicina. Portanto, mesmo sendo uma
medida arriscada, é viável.




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