Conhecer meus gostos é algo que poucos conseguem. Com o passar do tempo minhas preferências mudam, e ao final do ano, quando recapitulo minha evolução, percebo que sempre há alguma coisa muito diferente em mim. Às vezes sei o que é, e às vezes não.
A mudança do gosto por músicas é perceptível, e é causada por diversos fatores, em especial o emocional. Claro, também aprecio uma música bem composta ou com boas letras, porém isso só ocorre na minoria das vezes.
Ainda lembro dos bons e velhos tempos de criança, lá pros anos 2000. Graças à minha mãe, tive contato com músicas internacionais e nacionais, e acabei me identificando mais com os sons americanos do que brasileiros. Isso é algo que mantenho até hoje.
Um dos CDs que marcou minha infância foi "Ray of Light", da Madonna. As melodias calmas e modernas sempre abriam um sorriso no meu rosto, e mesmo não lembrando muito bem, sei que eu tentava cantar um pouco. Esse pop dos anos 90 entrava na minha cabeça e, mesmo eu não entendendo a letra, sempre acabava decorando o refrão.
Durante toda a minha infância, nunca tive contato com nenhum tipo de music player. Porém, minha curiosidade era aguçada a ponto de acabar descobrindo uma fonte musical gratuita: A TV.
Ver meus avós e mãe assistindo programas que eles gostavam às vezes me deixava entediado. Mas a partir do momento em que descobri a MTV e a PlayTV, canais que durante toda a primeira década de 2000 eram voltados ao entretenimento - cultura pop - e músicas.
Ao descobrir esses canais, eu basicamente dominava a TV do meu avô nos horários de pico de audiência (causados por novelas, noticiários etc). Atualmente penso que devo ter deixado todos da casa estressados pelo fato de não poderem assistir seus programas favoritos, mas também lembro que... Meus avós tiravam vários cochilos. Então acho que não teve nenhum problema!
Com a aproximação da nova década, tive contato com as rádios. Tocadas em veículos ou simplesmente no aparelho de rádio, era muito interessante para meus ouvidos juvenis memorizarem as melodias e, posteriormente, meus pequenos olhos brilharem ao ver o clipe das músicas passando nos canais. Também tive meu primeiro celular, que captava sinais de rádios e me prendia por horas e horas nos fones de ouvido.
Nessa época, meu gosto musical era extremamente misto: Tudo que passava/tocava, eu gostava. Rock, black, pop, tudo. Nunca achei estranho curtir tantos gêneros, mas algo que chamava a atenção, não só de outras pessoas, mas também a minha, é que eu ainda não gostava de música nacional.
Em 2010, pude perceber algo errado. O problema não era em relação às músicas, mas em seu mundo: Devido à muitos pedidos e contatos do público crescente, tanto as rádios quanto os canais passavam a transmitir sempre as mesmas músicas e clipes. Todos os gêneros estavam caminhando para a cultura pop, mas mantendo suas melodias únicas, e isso não me agradou. Era tipo ler a mesma página de um livro várias vezes. Eu não encontrava sentido para repetirem tantas vezes as mesmas músicas, e deixarem de lado lançamentos bons. Devido à isso, comecei a parar de assistir TV e à procurar novas músicas.
Sempre tive meus horários para dormir, porém, na primeira vez que desobedeci o horário, acabei gostando da experiência. Liguei a rádio no celular, mais ou menos às 22h, e percebi que o gênero musical era um no qual eu nunca havia tido contato: A música eletrônica.
Entre diversas músicas eletrônicas que eu não conhecia, haviam alguns hits do pop remixados. Isso chamou muito a minha atenção, e até 2012 meu gosto pela música eletrônica foi forte: Eu decorava não só os nomes das músicas, mas também os DJs e artistas, o que impressionava alguns.
A surpresa de muitos ao me ver curtindo uma eletrônica nos fones de ouvido era imensa, mas na época eu não percebia. Isso acontecia devido ao fato de, além de ser menor, eu nunca ter tido a liberdade de sair e curtir festas com essas músicas tocando.
Entre 2012 e 2013, percebi que o meu "ciclo" da música eletrônica estava acabando. Diversos artistas pop estavam fazendo parceria com artistas da eletrônica, e apesar das músicas saírem boas, com o passar do tempo foram tornando-se repetitivas em alguns quesitos. As batidas já não eram tão inovadoras, já não havia aquela harmonia de antes. Tudo estava sendo produzido com um ideal de consumo, de capital. E esses ideais, de alguma forma, foram captados pelos meus ouvidos.
Sempre mantive a lógica de que a música não deve ter um foco comercial, e sim de entretenimento. Porém, o que ocorreu no cenário musical, em geral, foi essa inversão. Isso me levou à procurar outros gêneros híbridos da cultura eletrônica, como por exemplo o dubstep.
O final de 2012 e começo de 2013 foram marcados pela minha transição ao dubstep: De um dia para o outro, busquei essas músicas "pesadas" e menos conhecidas, e acabei gostando pelo fato de, através de diversos outros tipos de sons, haver amplas combinações de melodias... E claro, "drops" mais pesados.
Um dos artistas que me influenciou a gostar desse gênero foi o extinto grupo Swedish House Mafia. Na música "Antidote", houve a participação do Knife Party, uma dupla de dubstep. A partir do Knife Party, explorei artistas relacionados como Deadmau5, Klaypex e Skrillex.
Porém, como já mencionado, meu gosto varia de acordo com o que sinto. E na metade de 2013, sofri com uma depressão que durou até o começo do próximo ano, e foi aí que vi meu gosto musical mudar novamente.
De todas as músicas agitadas, parti para o drum 'n bass através do extinto grupo Pendulum, formado originalmente pelos integrantes do Knife Party. O drum 'n bass me acalmava e ao mesmo tempo mantinha a energia da eletrônica, e um pouco de dubstep em algumas músicas. Mas com o passar do tempo, com a depressão piorando, deixei esse gênero de lado.
O que veio ao final do ano foi o rock do novo milênio. Bandas como 30 Seconds to Mars e Linkin Park dominavam minhas playlists com suas músicas mais melancólicas e ritmos mais "aconchegantes". Ouvir esse tipo de música não me deixava bem e nem mal, mas me distraía.
Em certo ponto, devido ao Pendulum, conheci a banda de death metal melódico In Flames. O grupo de drum 'n bass e a banda fizeram uma parceria na música "Self vs Self", e a energia dos dois grupos em uma única música era algo que me chamava a atenção e me fazia refletir: Como esses dois gêneros tão distintos soavam tão bem juntos?
Ao começo de 2014, eu estava tentando me reerguer da depressão através do ritmo forte do death metal passado pelo In Flames. Antes eu lia e cantava as letras de Linkin Park normalmente, mas depois percebi que continuar ouvindo aquilo não me levaria à nada. Eu precisava me recuperar.
Porém, uma infecção causada por cárie me debilitou por aproximadamente 1 mês. No período em que fiquei no hospital, todas as minhas músicas estavam gravadas no celular. O pop de Madonna, a eletrônica de antes, o dubstep, o drum 'n bass, o rock, o death metal... Estava tudo ali.
Minha recuperação não foi dolorosa, e foi extremamente harmoniosa. Isso me levou a ouvir às músicas clássicas de Madonna, dos álbuns "Ray of Light", "Music" e "American Life", onde haviam sons de violão e ritmos mais calmos. Eu me sentia bem, mas ainda não me sentia forte.
Ao sair do hospital, minha vida continuou de uma forma completamente contrária ao que era antes. De um garoto desmotivado, fraco e ingênuo... Para um no qual não se importava com nada além de seus objetivos, movido pela fúria e força, e de poucas palavras.
Esse meu lado, provavelmente obscuro, perdurou até o final do ano. Durante todo esse período, estive ouvindo todas as músicas do In Flames, mas ao final, comecei a ouvir um pouco de Dark Tranquillity, ainda do mesmo gênero, e ouço até hoje.
O que me chamou a atenção para desenvolver um gosto pelo metal, foi a combinação da voz (expressando a emoção dos artistas) e os ritmos pesados. Eu não me importava com as letras, mas a força transmitida por elas, por mais banais que sejam (algumas), era suficiente para me mover em uma jornada solitária.
Em resumo: A cultura pop me fez buscar algo diferente, que era a eletrônica. Com a saturação da eletrônica no mercado, busquei algo mais "pesado" e encontrei o dubstep. Ao cair em depressão, a vontade de ouvir música era resumida em algo mais calmo, passado pelo drum 'n bass, e, ao final do ano, o rock me distraía de forma a não lembrar do que ocorreu para eu estar daquela forma. Vendo que o rock não me trazia benefícios com as letras melancólicas, parti para o oposto e desenvolvi força graças à emoção do death metal, mas ainda mantendo a calma em certos pontos e ouvindo um misto de pop e drum 'n bass.
Atualmente, meu gênero principal é o death metal. Porém o rap, rock, pop, drum 'n bass, eletrônica e dubstep ainda fazem aparições em minhas playlists, mais como forma de sentir nostalgia. Ou seja, durante um período de mais ou menos 10 anos meu gosto evoluiu enquanto minha mente era fechada para outros gêneros, e atualmente é "limitada" ao que gosto e ao que já gostei. Ainda sou fechado às músicas atuais, e raramente encontro algo interessante.
Ao final das contas... Continuo não gostando da música nacional. Apesar de algumas parecerem boas, elas não despertam minha curiosidade da mesma forma dos outros gêneros. Ainda, por eu ter crescido ouvindo músicas internacionais, não estou acostumado a ouvir canções em português.
Isso, claro, não me impede de curtir o que está tocando nos lugares.
A mudança do gosto por músicas é perceptível, e é causada por diversos fatores, em especial o emocional. Claro, também aprecio uma música bem composta ou com boas letras, porém isso só ocorre na minoria das vezes.
Ainda lembro dos bons e velhos tempos de criança, lá pros anos 2000. Graças à minha mãe, tive contato com músicas internacionais e nacionais, e acabei me identificando mais com os sons americanos do que brasileiros. Isso é algo que mantenho até hoje.
Um dos CDs que marcou minha infância foi "Ray of Light", da Madonna. As melodias calmas e modernas sempre abriam um sorriso no meu rosto, e mesmo não lembrando muito bem, sei que eu tentava cantar um pouco. Esse pop dos anos 90 entrava na minha cabeça e, mesmo eu não entendendo a letra, sempre acabava decorando o refrão.
Durante toda a minha infância, nunca tive contato com nenhum tipo de music player. Porém, minha curiosidade era aguçada a ponto de acabar descobrindo uma fonte musical gratuita: A TV.
Ver meus avós e mãe assistindo programas que eles gostavam às vezes me deixava entediado. Mas a partir do momento em que descobri a MTV e a PlayTV, canais que durante toda a primeira década de 2000 eram voltados ao entretenimento - cultura pop - e músicas.
Ao descobrir esses canais, eu basicamente dominava a TV do meu avô nos horários de pico de audiência (causados por novelas, noticiários etc). Atualmente penso que devo ter deixado todos da casa estressados pelo fato de não poderem assistir seus programas favoritos, mas também lembro que... Meus avós tiravam vários cochilos. Então acho que não teve nenhum problema!
Com a aproximação da nova década, tive contato com as rádios. Tocadas em veículos ou simplesmente no aparelho de rádio, era muito interessante para meus ouvidos juvenis memorizarem as melodias e, posteriormente, meus pequenos olhos brilharem ao ver o clipe das músicas passando nos canais. Também tive meu primeiro celular, que captava sinais de rádios e me prendia por horas e horas nos fones de ouvido.
Nessa época, meu gosto musical era extremamente misto: Tudo que passava/tocava, eu gostava. Rock, black, pop, tudo. Nunca achei estranho curtir tantos gêneros, mas algo que chamava a atenção, não só de outras pessoas, mas também a minha, é que eu ainda não gostava de música nacional.
Em 2010, pude perceber algo errado. O problema não era em relação às músicas, mas em seu mundo: Devido à muitos pedidos e contatos do público crescente, tanto as rádios quanto os canais passavam a transmitir sempre as mesmas músicas e clipes. Todos os gêneros estavam caminhando para a cultura pop, mas mantendo suas melodias únicas, e isso não me agradou. Era tipo ler a mesma página de um livro várias vezes. Eu não encontrava sentido para repetirem tantas vezes as mesmas músicas, e deixarem de lado lançamentos bons. Devido à isso, comecei a parar de assistir TV e à procurar novas músicas.
Sempre tive meus horários para dormir, porém, na primeira vez que desobedeci o horário, acabei gostando da experiência. Liguei a rádio no celular, mais ou menos às 22h, e percebi que o gênero musical era um no qual eu nunca havia tido contato: A música eletrônica.
Entre diversas músicas eletrônicas que eu não conhecia, haviam alguns hits do pop remixados. Isso chamou muito a minha atenção, e até 2012 meu gosto pela música eletrônica foi forte: Eu decorava não só os nomes das músicas, mas também os DJs e artistas, o que impressionava alguns.
A surpresa de muitos ao me ver curtindo uma eletrônica nos fones de ouvido era imensa, mas na época eu não percebia. Isso acontecia devido ao fato de, além de ser menor, eu nunca ter tido a liberdade de sair e curtir festas com essas músicas tocando.
Entre 2012 e 2013, percebi que o meu "ciclo" da música eletrônica estava acabando. Diversos artistas pop estavam fazendo parceria com artistas da eletrônica, e apesar das músicas saírem boas, com o passar do tempo foram tornando-se repetitivas em alguns quesitos. As batidas já não eram tão inovadoras, já não havia aquela harmonia de antes. Tudo estava sendo produzido com um ideal de consumo, de capital. E esses ideais, de alguma forma, foram captados pelos meus ouvidos.
Sempre mantive a lógica de que a música não deve ter um foco comercial, e sim de entretenimento. Porém, o que ocorreu no cenário musical, em geral, foi essa inversão. Isso me levou à procurar outros gêneros híbridos da cultura eletrônica, como por exemplo o dubstep.
O final de 2012 e começo de 2013 foram marcados pela minha transição ao dubstep: De um dia para o outro, busquei essas músicas "pesadas" e menos conhecidas, e acabei gostando pelo fato de, através de diversos outros tipos de sons, haver amplas combinações de melodias... E claro, "drops" mais pesados.
Um dos artistas que me influenciou a gostar desse gênero foi o extinto grupo Swedish House Mafia. Na música "Antidote", houve a participação do Knife Party, uma dupla de dubstep. A partir do Knife Party, explorei artistas relacionados como Deadmau5, Klaypex e Skrillex.
Porém, como já mencionado, meu gosto varia de acordo com o que sinto. E na metade de 2013, sofri com uma depressão que durou até o começo do próximo ano, e foi aí que vi meu gosto musical mudar novamente.
De todas as músicas agitadas, parti para o drum 'n bass através do extinto grupo Pendulum, formado originalmente pelos integrantes do Knife Party. O drum 'n bass me acalmava e ao mesmo tempo mantinha a energia da eletrônica, e um pouco de dubstep em algumas músicas. Mas com o passar do tempo, com a depressão piorando, deixei esse gênero de lado.
O que veio ao final do ano foi o rock do novo milênio. Bandas como 30 Seconds to Mars e Linkin Park dominavam minhas playlists com suas músicas mais melancólicas e ritmos mais "aconchegantes". Ouvir esse tipo de música não me deixava bem e nem mal, mas me distraía.
Em certo ponto, devido ao Pendulum, conheci a banda de death metal melódico In Flames. O grupo de drum 'n bass e a banda fizeram uma parceria na música "Self vs Self", e a energia dos dois grupos em uma única música era algo que me chamava a atenção e me fazia refletir: Como esses dois gêneros tão distintos soavam tão bem juntos?
Ao começo de 2014, eu estava tentando me reerguer da depressão através do ritmo forte do death metal passado pelo In Flames. Antes eu lia e cantava as letras de Linkin Park normalmente, mas depois percebi que continuar ouvindo aquilo não me levaria à nada. Eu precisava me recuperar.
Porém, uma infecção causada por cárie me debilitou por aproximadamente 1 mês. No período em que fiquei no hospital, todas as minhas músicas estavam gravadas no celular. O pop de Madonna, a eletrônica de antes, o dubstep, o drum 'n bass, o rock, o death metal... Estava tudo ali.
Minha recuperação não foi dolorosa, e foi extremamente harmoniosa. Isso me levou a ouvir às músicas clássicas de Madonna, dos álbuns "Ray of Light", "Music" e "American Life", onde haviam sons de violão e ritmos mais calmos. Eu me sentia bem, mas ainda não me sentia forte.
Ao sair do hospital, minha vida continuou de uma forma completamente contrária ao que era antes. De um garoto desmotivado, fraco e ingênuo... Para um no qual não se importava com nada além de seus objetivos, movido pela fúria e força, e de poucas palavras.
Esse meu lado, provavelmente obscuro, perdurou até o final do ano. Durante todo esse período, estive ouvindo todas as músicas do In Flames, mas ao final, comecei a ouvir um pouco de Dark Tranquillity, ainda do mesmo gênero, e ouço até hoje.
O que me chamou a atenção para desenvolver um gosto pelo metal, foi a combinação da voz (expressando a emoção dos artistas) e os ritmos pesados. Eu não me importava com as letras, mas a força transmitida por elas, por mais banais que sejam (algumas), era suficiente para me mover em uma jornada solitária.
Em resumo: A cultura pop me fez buscar algo diferente, que era a eletrônica. Com a saturação da eletrônica no mercado, busquei algo mais "pesado" e encontrei o dubstep. Ao cair em depressão, a vontade de ouvir música era resumida em algo mais calmo, passado pelo drum 'n bass, e, ao final do ano, o rock me distraía de forma a não lembrar do que ocorreu para eu estar daquela forma. Vendo que o rock não me trazia benefícios com as letras melancólicas, parti para o oposto e desenvolvi força graças à emoção do death metal, mas ainda mantendo a calma em certos pontos e ouvindo um misto de pop e drum 'n bass.
Atualmente, meu gênero principal é o death metal. Porém o rap, rock, pop, drum 'n bass, eletrônica e dubstep ainda fazem aparições em minhas playlists, mais como forma de sentir nostalgia. Ou seja, durante um período de mais ou menos 10 anos meu gosto evoluiu enquanto minha mente era fechada para outros gêneros, e atualmente é "limitada" ao que gosto e ao que já gostei. Ainda sou fechado às músicas atuais, e raramente encontro algo interessante.
Ao final das contas... Continuo não gostando da música nacional. Apesar de algumas parecerem boas, elas não despertam minha curiosidade da mesma forma dos outros gêneros. Ainda, por eu ter crescido ouvindo músicas internacionais, não estou acostumado a ouvir canções em português.
Isso, claro, não me impede de curtir o que está tocando nos lugares.
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