Já faz um tempo que não posto nada nos meus blogs... Mas é tudo culpa da falta de tempo e jogos, especificamente GTA V (V de viciante, porque né).
Neste ano de 2016 estou completando meus 20 anos! Para quem me observou desde Fevereiro e, principalmente, final de Março, deve ter visto que estou diferente. Afinal, apesar de ser um simples aniversário, há outras coisas no qual eu não só quero, mas devo celebrar. E nesse post eu explicarei tudo!
É estranho, mas meu 2016 está bem parecido com meu 2014, que foi quando completei 18 anos. e inclusive, foi um dos melhores anos da minha vida, senão o melhor.
Estou feliz com minhas realizações deste ano, que mesmo sendo poucas até o momento, são suficientes pra me agradar. Passar para o segundo semestre da faculdade, sem pendências e dificuldades, é algo que poucos conseguiram na minha sala. Abrir mão de responsabilidades que não me traziam um retorno positivo também me fez relaxar bastante.
Ficar mais velho, porém, não é algo a se comemorar. Pra falar a verdade, eu adoraria que o tempo parasse quando eu tinha 18 anos. Mas a virada de década é o que marca, pelo menos pra mim, e também me faz perceber quanto tempo se passou desde que completei 10 anos, ou ainda, desde que nasci! Esses números mexem comigo de alguma forma, mas confesso que, do fator envelhecimento, não estou muito feliz, não!
Falando em números, entrarei agora na parte que mais considero...
Além de completar 20 anos de existência, esse ano completo 10 anos de evoluções marcantes no que eu sempre gostei de fazer e que sempre farei (mesmo querendo me "aposentar"): Os desenhos.
Eu já desenho desde meus 3, 4 anos de idade, ou seja, desde os anos 2000. Porém, só em 2006 comecei a adotar esse talento como hobby principal.
Em 2006, como parte de uma atividade passada pela minha antiga professora, eu tive de fazer um gibi. Anteriormente, em 2005, eu já havia feito um ao juntar algumas folhas de sulfite e colar no meio. Mas foi graças a essa atividade que eu desenvolvi um certo gosto pelos desenhos que eu fazia: Foi como uma motivação que eu precisava pra continuar e melhorar. Nunca esqueço que minha inspiração foi o Big Brother Brasil na edição que teve o participante Sammy. Ele, inclusive, era o protagonista da minha história fictícia! Juntamente com outros personagens que acabei criando com base em lutadores do Street Fighter, por exemplo.
Além disso, também foi passada uma atividade em grupo de até 4 alunos. Um deles, Gustavo Lopes, é o que mais tenho consideração até hoje: Juntos, criamos um desenho bem louco de uma cidade tematizada com videogames e jogos, nomeada "Abticuri" pelo mesmo. Foi graças à esse desenho que, durante todos esses 10 anos, eu tive inspiração para criar novas histórias, cenários e, inclusive, desenvolver uma saga que começou 2 anos depois, em 2008*.
Pra quem acompanhou meu Facebook e Instagram nas últimas semanas, deve ter visto que eu postei o seguinte sketch:
De fato, é uma celebração pra mim. Não é que eu esteja fazendo uma festa ou esteja pensando em gastar em rolês nesse dia 8 de Abril. Estou comemorando meus 20 anos de forma simples, pelos motivos já citados, mas agora o foco é outro: O desenho em si.
A ideia, inicialmente, era representar a evolução do meu personagem em 10 anos. Depois ampliei para os 20 - considerando pelo menos 16. E consegui! Certos tipos de traço foram adaptados para que houvesse apenas um representante pra cada "era", representado por algum elemento em seu corpo, como o sticker "2K" do personagem palito e os óculos de 2006.
Depois dessa etapa, comecei a colorir o desenho utilizando técnicas de sombreamento, que é algo atual. Anteriormente (até 2012) eu não sabia colorir com sombra.
As representações mais básicas do meu personagem ganharam vida ao combinar lápis de cor, tintas nanquim e em pó (prata/bronze) e a clássica caneta esferográfica que tanto utilizei para meus gibis (eu desenhava direto na caneta). O contraste entre os tons de bronze, prata e ouro, presentes nas letras, ficou mais visível pessoalmente. Porém o que chamou a atenção foram as representações atuais, que são o chibi e o mangá avançado. No chibi, o contraste do vermelho com a sombra dada pelo grafite deixou muitos impressionados, além do efeito de cabelos feito por grafite e os detalhes de preenchimento do bolo (que incluem o uso de tinta em pó dourada). No de mangá, as dobras da roupa certamente se destacaram, ainda porque eu criei sem referências.
Um detalhe adicional: Aprendi a fazer dobras de roupas recentemente, especificamente em um dos desenhos que estou desenvolvendo neste ano.
Com os personagens preenchidos, chegou a hora de arriscar o olho de fundo.
Inicialmente eu temia que algo desse errado, ainda porque estava lidando com meu olho real AO VIVO:
Algo que deve ser levado em conta, é que a fotografia consegue capturar detalhes que, ao vivo, se tornam pouco possíveis ou até mesmo impossível, como alguns "risquinhos" da pupila. Além disso, há fatores como iluminação, perspectiva e reflexo que influenciaram na menor quantidade de detalhes no desenho.
Enfim, arrisquei e, após fazer um lado e ver que deu certo, decidi preencher o outro olho. Nesse ponto eu já me senti mais à vontade: Mesmo com um espelho para me ajudar, eu já tinha o olho da esquerda para me basear e bastava eu espelhá-lo.
Quanto terminei o segundo olho, percebi que o desenho já estava bom. Porém, eu não tirei foto dessa etapa porque, desde o início, eu estava com a ideia de preencher todo o fundo utilizando pastel seco. E foi isso que fiz em uma manhã, enquanto ouvia algumas músicas dos anos 2000 até atualmente (com base nos meus gostos).
Pensei que eu acabaria sujando absolutamente todo o desenho, mas graças à um verniz fixador que havia aplicado durante o processo, pude preencher tranquilamente todo o fundo utilizando 3 tons de azul e um pouco de branco. Claro que isso fez MUITA sujeira, mas o resultado foi esse: Pura satisfação.
Confesso que não esperava que o desenho ficasse assim. Na minha cabeça, um tom de azul mais escuro pro fundo seria melhor, mas quando testei no papel, percebi que um azul "médio" e um "leve" trariam um resultado inesperadamente melhor. O tom mais escuro foi utilizado nas bordas, e o branco foi mesclado ao azul. Para causar um efeito de brilho, tive de utilizar borracha.
Este foi meu "presente" de 2016! Em 2014 eu já havia feito algo comemorativo também, mas não foi desse tamanho e com uma importância histórica - pelo menos para mim - tão grande. É como se eu me "dividisse" em todas essas eras dos desenhos e, em 2016, estivesse agradecendo cada um dos "eus" ao fazer essa homenagem.
Mesmo eu dando mais valor ao período 2006-2016, não desvalorizo meu passado: Meus desenhos eram ruins, pois eu era uma criança. Mas eu era muito criativo, e até hoje utilizo referências passadas para fazer alguns desenhos.
Para finalizar, alguns agradecimentos especiais!
Primeiro, devo tudo o que tenho e sou hoje à minha família. Praticamente todos são artistas, e essa forte influência fez com que eu me tornasse um... Ou melhor, ainda estou me tornando. Ainda lembro de quando eu desenhava algo e mostrava pra alguém de casa, ou quando me davam materiais de desenho e meus olhos brilhavam... Certamente tive facilidade em participar dessa área artística graças à eles, e também ao meu esforço.
Também tenho de agradecer aos meus amigos, colegas e outros conhecidos por diversos motivos, sendo o principal a opinião. Às vezes pode parecer que eu nem considero, mas cada elogio ou crítica é bem-vindo e levado em conta. Considero ainda mais aqueles que me ensinaram a melhorar, através da prática. Para meus amigos virtuais, vale o mesmo: Cada comentário, cada visualização... São coisas simples mas que tem um valor muito grande para mim.
Agradeço também à alguns professores que tive e que me apoiaram. Essa professora de 2006 não foi a primeira que me apoiou, mas graças à essa atividade, que só ela passou até hoje, pude ficar motivado a criar histórias e ilustrações. Alguns professores nunca me apoiaram, e alguns, pelo contrário, sempre tiveram raiva de quando eu começava a desenhar - mesmo durante explicações. À esses, apenas meu "sinto muito": Precisam estudar um pouco mais sobre os alunos**.
E por último... Um obrigado a mim mesmo! É estranho dizer isso... Mas sem o Victor de 2000, o Victor de 2002 não existiria, assim como o Victor de 2009 não existiria sem o de 2006. E, principalmente... Eu não estaria desenhando até hoje sem toda essa evolução. Graças à motivação e apoio que me deram até hoje, continuo buscando aperfeiçoamento nos meus traços e, a partir desse ponto, quero honrar meu passado sem desistir do meu futuro!





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