Antes que me apedrejem com o título, eu também curto Battlefield e acho que CoD não é o melhor FPS da atualidade, beleza?
Bom, vamos a mais um post do porquê eu gostar... da franquia Call of Duty.
Minha história com Call of Duty começou de forma misteriosa no qual nem mesmo eu entendo. Quando lançaram o PlayStation 3, um tempo depois já estavam divulgando sobre essa franquia, porém sempre pensei "oh, mais um jogo". Nunca pensei que tivesse tanto peso desde o primeiro jogo lançado para PS2, no qual nunca havia visto até então.
Acho que o único jogo que teve uma campanha publicitária capaz de chegar até mim, foi o Modern Warfare 3, no qual nunca pude jogar. Ou seja, eu era um leigo... Até o final de 2012.
No natal, ganhei 200 reais de presente dos meus avós! Aquilo foi uma surpresa e tanto, pois todo ano eles compravam roupas e mais roupas... E claro, na hora que recebi o dinheiro, não pensei em outra coisa a não ser comprar algum jogo. Porém, qual?
Na época eu possuía apenas Resident Evil 5, Resident Evil 6, Resident Evil Operation Raccoon City e Marvel vs Capcom 3. Como eu já tinha DLCs de RE5, descartei a opção de comprar a Gold Edition do jogo, e para os outros jogos eu já possuía DLCs. Fiquei com uma dúvida cruel, até que decidi ir até alguma loja e escolher na hora.
Passei em duas lojas de games de um shopping perto de onde moro. Óbvio que em lojas de games os preços são absurdos, e em épocas festivas é mais difícil achar certos jogos além de futebol, que é o que mais conseguem pra vender. Fui então para uma terceira loja, que vendia eletrônicos e outros artigos, e lá achei uma seção de games.
Comecei a fuçar todos os jogos, porém alguns eu nunca havia ouvido falar. Basicamente, cheguei leigo na loja. Até que encontrei uma ÚNICA cópia de Call of Duty: Black Ops 2.
Aquilo me fez rir na hora. Seria sorte? De qualquer forma, mesmo custando todos os meus 200 reais, levei. E até hoje não me arrependo de tê-lo comprado por um preço alto, pois é um dos meus favoritos!
Quando cheguei em casa, devido a um problema em um poste que distribuía linha de internet para o bairro todo, eu não pude jogar o Multiplayer do jogo, que era o forte da franquia. Porém, ao começar a campanha... Eu me fascinei pelos gráficos e a experiência em primeira pessoa, que até então, nunca tive de forma tão realista.
Isso, porém, não quer dizer que eu nunca tenha jogado Counter Strike, que é o pioneiro em FPS há muito mais tempo. Também já joguei Medal of Honor, no PS1. Mesmo assim, esses jogos não davam a liberdade de correr por mapas encantadores e cheios de recursos...
Ao começar a campanha, morri algumas vezes tentando entender os controles, e quando peguei os esquemas básicos, percebi que havia passado de fase. E a próxima me fez começar uma paixão com esse jogo.
Na missão "Celerium", num mapa chuvoso e em meio a uma floresta em Myanmar, os recursos do jogo se mostravam únicos: Grudar em paredes, voar pela floresta, inimigos invisíveis... Fora muitos outros, me fizeram continuar a jogar sem enjoar. Mal sabia eu que o Multiplayer era baseado nesse tipo de jogabilidade futurística...
Zerei o jogo à noite, depois de morrer várias vezes. Zerei com um sorriso no rosto, pois nenhuma campanha de algum jogo que eu havia jogado até então foi tão fantástica como essa. Ela pode não ser perfeita e ter vários furos na história (afinal, a história é baseada em escolhas), porém foi a primeira que me prendeu dessa forma. Depois, ao ver as opções no menu principal, o modo Zombies me atraiu...
Logo no menu, já me arrepiei com a música de fundo. Antes de começar a jogar, fiquei ouvindo-a por meia hora mais ou menos... Eu ainda não sabia nada sobre aquele modo, ainda porque estava sem internet, logo tive de descobrir algumas coisas sozinho. E detalhe: Por estar jogando offline, o jogo estava em sua forma pura, sem patches instalados, mas mesmo assim não encontrei bugs.
Eu estava confuso na interface do jogo. Porém, de alguma forma acabei entrando no mapa TranZit. Logo na primeira sala eu morri várias vezes, até que desisti e resolvi tentar no dia seguinte.
Com o passar dos dias, eu fui aprendendo a jogar melhor naquele modo. Aos poucos, eu conseguia sobreviver por mais tempo, passar de zona... Porém, eu ainda não sabia qual era o objetivo daquilo. Então, decidi experimentar o Multiplayer.
Obviamente, tive de jogar offline contra bots. Eu não entendia absolutamente nada, até que pensei em usar o tablet da minha mãe para acessar a internet via Wi-Fi. Porém, esse Wi-Fi era um que estava bugado: Ele era do Speedy, que havíamos cancelado para assinarmos a GVT, porém ainda funcionava no meu quarto. O motivo? Não me pergunte. Nem eu sei.
Perguntei a alguns amigos meus sobre o BO2. Um deles deu dicas do Multiplayer, outro deu dicas sobre Zombies e disse que já havia jogado no Black Ops... Aquilo me deixava com raiva por estar sem internet, pois eu adoraria jogar aquilo online!
Dias depois, a internet voltou. Meu tédio havia acabado: Entrei no jogo, atualizei, baixei o mapa bônus Nuketown 2025 (na época, exclusivo para quem comprava a versão física ou alguma especial) e comecei a jogar. Porém, eu estava usando a TV do quarto da minha mãe, e tive de mudar... E aí aconteceu algo que fez meu mundo despencar: Havia entortado uma das pontas do cabo HDMI.
Dando um skip em todo o drama que fiz pra comprar outro cabo, comecei a jogar online e usando armas recomendadas pelos meus amigos. Na época eu não possuía parceiros para aquele jogo, e camperava MUITO com armas que hoje odeio, juntamente com acessórios que também odeio pro Multiplayer: LMG (QBB-LSW + Target Finder). Nas minhas estatísticas ainda conta que uma das armas mais usadas é a QBB-LSW, mas isso não vem ao caso.
Depois de um tempo, um amigo meu se juntou a mim, porém jogávamos apenas Zombies juntos, e ele conseguia pesquisar sobre coisas desse modo. Enquanto ele pesquisava, eu jogava o Multiplayer, e algumas das coisas que me prendeu, foram o sistema de Classes e camuflagens de armas. Ainda me acostumando com isso, fiz com que esse amigo também pegasse o gosto pelo modo, e durante todo o próximo ano (2013), jogávamos juntos e quase todo dia. Ele ainda comprou as DLCs e dividiu comigo, e isso aumentou meu vício...
Ele também comprou o Call of Duty: Black Ops e dividiu comigo, e ficávamos jogando ambos os jogos sozinhos ou com novos amigos que arrumamos através de boosts para troféus.
No final do ano, Call of Duty: Ghosts foi lançado. Esse jogo teve uma campanha publicitária incrível durante todo o ano de 2013, porém acabou sendo um fiasco em vendas para a Activision devido a alguns erros fatais no ponto forte do jogo: O Multiplayer. Este, que acabou dividindo meu grupo entre jogadores fiéis ao BO2, e outros fiéis ao Ghosts. Meu amigo havia comprado e dividiu comigo novamente. Eu fiquei entre os dois jogos, porém mais no Ghosts para tentar pegar os novos esquemas do Multiplayer.
Durante um bom tempo, os servidores do jogo estavam cheios de hackers e campers. Hackers são comuns em um jogo recém-lançado e sem um certo cuidado na segurança. Já os campers... Bom, isso até hoje não pôde ser resolvido.
As mudanças em relação ao Black Ops 2 estavam mais concentradas na jogabilidade, com novos recursos adicionados e tudo mais. Porém, havia uma que simplesmente não deixava uma única chance de jogar aos jogadores novos: Armas vs Vida dos jogadores.
Em resumo, se você encontrasse outro jogador, frente a frente, as chances de você matá-lo sem se acostumar com o novo jogo eram mínimas. Ainda, havia um killstreak que na época era o mais apelão: Guard Dog. Ver um cachorro quase que impossível de parar com balas e explosivos já metia medo em qualquer um. Isso fez com que MUITOS jogadores se tornassem campers, diminuindo a qualidade do Multiplayer a ponto de quase todos venderem seus jogos para voltarem ao BO2.
Isso, porém, não me fez parar de jogá-lo. Enquanto meus amigos jogavam BO2, eu jogava Ghosts. Aquele Multiplayer era um desafio pra mim, e demorou muito até eu me acostumar com os mapas, perks e armas. Mas quando peguei os esquemas... Me tornei melhor do que o que eu era no BO2, aparecendo sempre no top 3 e até mesmo pegando o épico killstreak de 25: K.E.M. Strike.
Diferente do BO2, no qual me fez ficar preso ao Multiplayer devido à mecânica e sistemas de camuflagens, o Multiplayer do Ghosts me prendeu a partir do dia que peguei o K.E.M. Strike duas vezes: No mapa Strikezone, peguei o primeiro em uma Care Package (streak especial obtido apenas ao completar um objetivo). Pude ouvir uma criança reclamando "só pega K.E.M. na caixa"...
Fui jogando e jogando. Eu estava com uma submetralhadora MTAR-X. Acabou as balas? Beleza, pego outra no chão e mato mais. Tiros, facadas e tudo mais rolaram até que, sem perceber direito, meu nome apareceu no canto dizendo que eu havia conseguido 20 kills sem morrer!
Porém, eu não podia me distrair com aquilo. Fui jogando, até que em um momento, apareceu na tela: "K.E.M. Strike available". Aquele foi o momento mais épico que já aconteceu na minha história com CoD... E detalhe, eu não estava camperando, e sim correndo MUITO pelo cenário.
Ao usar o killstreak, acabei morrendo mas pude ouvir a mesma criança de antes falando "mano, outro K.E.M.? Meu Deus!". Foi um dia engraçado... E épico.
Mesmo com meus amigos reclamando do jogo e até mesmo de mim, eu ignorava e continuava melhorando... Hoje, consigo chegar ao top 3 em quase todas as partidas - basta apenas me dar uma metralhadora -, sem camperar. Mas isso, é claro, não me faz ser o melhor jogador de CoD.
Em 2014, surgiu uma oportunidade de eu e meus amigos nos reunirmos novamente em um jogo diferente - Call of Duty: Advanced Warfare -, com uma jogabilidade e feeling diferente dos dois CoDs anteriores. Infelizmente, alguns começaram a jogar no PS4, e atualmente apenas eu jogo no PS3 com mais um que raramente quer jogar.
Não posso negar, AW é um ótimo e interessante jogo, porém não me acostumei a ele. Esse jogo também não é único, pois até mesmo a campanha utiliza elementos dos CoDs passados para construir uma história.
Enfim, hora de partir para minhas conclusões sobre CoD! Como já comentei, BO2 foi meu primeiro CoD, Ghosts foi o que tive a melhor performance (ainda por ter a experiência ganha através do BO2), e AW... Bom, esse não consigo ter uma conclusão boa. CoDs passados como BO, World at War e a série MW foram os que tive pouco ou nenhum contato, portanto não comentarei sobre.
World at War trouxe um modo no qual muitos começaram a gostar mais no Black Ops e Black Ops 2 - Zombies. Os easter eggs da história dos zumbis são épicos e oferecem um desafio até para jogadores experientes. E entre Black Ops 1 e 2, houve uma mudança interessante no Multiplayer, que são os Scorestreaks. Ao invés de matar para poder ganhar coisas aniquiladoras, bastava apenas pontuar no jogo para obtê-las. Isso deu um novo ar a esse jogo da Treyarch, e acho que é o principal motivo de manter muitos jogadores ativos: O jogo te dá armas boas com acessórios bons (alguns apelões, como Target Finder), e se você mata vários, você consegue matar mais ainda com recompensas bem apelonas, como por exemplo Swarm ou K9 Unit. Essa sensação que os jogadores têm, de serem superiores, é conquistada apenas para quem tem experiência, ou seja, por jogar muito.
Ghosts já tem uma mecânica diferente, porém com o recurso Clan Wars, onde você pode se cadastrar em um clã e enfrentar outros clãs. Isso é uma das coisas que mantém os (poucos) jogadores ativos. Porém, para representar um clã, você primeiramente... Deve participar de um! Alguns jogadores se aperfeiçoam no Multiplayer e no modo Squads enquanto esperam convites de clãs. Outros, jogam para melhorar o K/D Ratio. E por fim, outros jogam para ganhar camuflagens de armas (que infelizmente são apenas as primárias) e completar desafios. Os que jogavam apenas por jogar estão, atualmente, no Advanced Warfare ou voltaram pro BO2.
O modo extra desse jogo, Extinction, também atrai alguns jogadores que curtem um survival baseado em habilidade, e não em níveis de dificuldade (apesar de ter essa opção). Parecido com Zombies, porém com mais recursos e Aliens como inimigos, é um modo interessante e que requer MUITA cooperatividade. Atualmente os novatos e os veteranos desse modo se misturam, e se recusam de jogar entre si várias vezes, dificultando o matchmaking, que por sinal é excelente e mesmo com poucos jogadores nos servidores, ainda gera partidas sem lag entre jogadores distantes. Isso é algo que a Infinity Ward acertou muito bem...
Advanced Warfare reciclou os sistemas desses dois CoDs, introduziu uma jogabilidade única na série e foi um divisor de águas entre fãs da franquia. Por ter sido desenvolvido nos consoles da nova geração, seus gráficos são ótimos, porém o Multiplayer foi muito odiado no começo (ainda é, por alguns), devido à conexão horrível. Enfim, conexão ruim, porém matchmaking bom, seguindo o esquema do Ghosts... Não é uma combinação muito boa...
A introdução de Exo Suits, que possibilitam pular mais alto, correr infinitamente (mesmo sem perks de correr), e fazer outras coisas em terra ou no ar, tornou o Multiplayer mais único, mesmo usando o sistema de classes e Scorestreaks do BO2 e a customização do Ghosts. Porém, essas adições não foram bem-vindas por uma parte dos fãs, e outros ainda se acostumam com isso. O que mantém os jogadores ativos, acredito eu, talvez seja o fato de ser um jogo recente e muito divulgado, e por possuir o modo Exo Survival, que possui uma referência ao Zombies através de uma fase exclusiva com zumbis. Também acho que o sistema de camuflagens desse jogo não atraiu muitos, pois os desafios seguem o padrão imposto pelo Ghosts, e no começo eram absurdos: 500 headshots por 4 camuflagens? Fazer 100 já é um desafio terrível, quanto mais 500...
Enfim, não dá pra criticar muito, pois a Sledgehammer Games, que antes trabalhava juntamente com a IW para produzir a série Modern Warfare, produziu esse jogo por conta própria. Ou seja, é o primeiro da empresa. Eles ainda tem muito a aprender...
Bom, pra quem leu até aqui, espero que tenha gostado! Lembrando que essa série "Like/Hate" parte de opiniões pessoais, portanto, se você discorda de algo aqui escrito, não precisa ficar nervoso(a). Outra coisa, nesse artigo sobre Call of Duty, como já citei, as opiniões partem de gameplay, e não de reviews ou dados técnicos.






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